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sábado, 28 de abril de 2012

A Bioworld Service Cursos e Treinamentos, vem agradecer a todos os alunos que estão participando do curso de gerenciamento de resíduos sólidos e perigosos do ano de 2012, parabéns por escolher a nossa empresa nesta caminhada rumo as melhores vagas, vocês são os verdadeiros pitbulls do mercado de trabalho .”
Convide seus amigos para fazer parte dessa equipe preparada para os desafios do mercado de trabalho.


terça-feira, 24 de abril de 2012

A Empresa BIOWORLDSERVICE CURSOS E TREINAMENTOS vem referenciar o seu patrono com toda a fé do mundo em JESUS CRISTO  e revelar a todos que a força intelectual já vem preescrita em algo que não se vê,só se sente Parabéns São Jorge pelo seu dia 24/04.

domingo, 22 de abril de 2012



Haroldo Palo Jr. mostrou como vivem as ariranhas do Rio Negro, no Pantanal. O mamífero da família das lontras existia no Brasil inteiro, mas hoje está em extinção no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais. Habitantes das águas calmas de rios e lagos, as ariranhas são diurnas e alimentam-se de peixes, aves e ovos, mas também comem cobras e pequenos jacarés. “Cada família vive em um território. Se a outra família invadir este local, ela come os filhotes”, explicou.
O Domingão relembrou o quanto elas podem ser perigosas, com uma matéria do Jornal Nacional, exibida em agosto de 1977. O 2º sargento do Exército, Sílvio Delmar Holenbach, então com 33 anos, pulou no cercado das ariranhas, no Jardim Zoológico de Brasília, para salvar a vida de um garoto desconhecido. O menino, Adilson Florêncio da Costa, 13 anos na época, escapou da morte após algumas mordidas dos animais. A coragem do sargento custou-lhe a própria vida. Sílvio morreu três dias depois, no Hospital das Forças Armadas, de infecção generalizada. Deixou viúva a mulher Eni Terezinha, então com 33 anos, e órfãos os quatro filhos, Sílvio Júnior, Paulo Henrique, Débora e Bárbara Cristina Holenbach, que tinham 7, 6, 3 e 1 ano de vida, respectivamente.
Sílvio Júnior, no palco do Domingão, disse que ficou sabendo da morte do pai pela televisão. “Ele estava comemorando o último dia de faculdade dele quando isso aconteceu”, lembrou. O sargento virou nome de colégio, de rua, de auditório, de zoológico e de praça.
A família do menino resgatado não entrou em contato para agradecer, mas o filho de Sílvio destacou:  “O menino era apenas um instrumento da missão dele aqui”.

Haroldo explicou que, na época, eram quatro ou cinco ariranhas. “O menino deve ter caído porque se debruçou e ele foi mordido”, conta.  A ariranha está presente em toda a América do Sul. “Hoje ela está muito ameaçada, porque ela depende da qualidade do rio. Quando o rio está poluído, não há população deste animal”, afirma. Cada ariranha come dezenas de quilos de outros animais por dia.





João Paulo Krajewski apresentou uma incrível viagem em que mostra os gorilas gigantes da África no Domingão Aventura.
O cinegrafista visitou Uganda e Ruanda, na África, para conhecer melhor as rotinas dos primatas. “Os guias acostumam os animais a conviver com os humanos. Todos os dia alguém vem visitar o chimpanzé”, explicou. As primeiras imagens mostraram chimpanzés caçando macacos menores. “O chimpanzé mata o macaco para comer. Em todo o lugar onde esse macaco menor vive, o chimpanzé o caça”, afirmou.
João apontou que o chimpanzé macho é o que manda na hora da caça: “A carne é dele. Às vezes ele divide com uma fêmea, mas não todas”. O pesquisador acrescentou que o chimpanzé é muito rápido e vive em grupos. Uma curiosidade é o mel, que é sua principal alimentação na selva. O biólogo falou, também, sobre a convivência entre eles: “Às vezes brigam, mas há demonstrações de amizade”, destacou.
Já no Parque de Kibale, em Uganda, a equipe de Krajewski passou o dia inteiro gravando as imagens. “Consegui chegar perto na hora do lanche. Somente aí eles deram uma acalmada”, comentou.
O Gorila da Montanha, considerado um dos maiores primatas do mundo,  pesa em média 250kg e tem a força de dez homens juntos. João conseguiu chegar bem perto dele. “Esse gorila é bem maior, a cabeça é mais comprida e as costas são prateadas. Isso denota as características mais marcantes do macho dominante”, explicou.
O convidado do Domingão também conheceu a maior família de gorilas, com 32 animais e 3 chefes. O macho dominante da tribo, conforme João, fica com 90% das fêmas. “Além disso, o chefe sempre guia o grupo”, disse.
No Parque da Montanha, em Ruanda, eles visitaram a mata em que vive a família dos gorilas. Quando você avista um gorila, explicou João, a pior coisa a se fazer é sair correndo. “Ele pode ir atrás de você e achar que é uma agressão. Eles são tranquilos, não podemos ter medo”, sugeriu.
A maior parte do tempo, os gorilas ficam comendo. Diferente dos chimpanzés, eles não comem macacos. “Eles comem só plantas e não bebem água. Os gorilas comem e dormem o dia todo”, brincou. João lembrou que esses gorilas estão ameaçados de extinção, só restando apenas 800 dessa espécie.
João conseguiu gravar imagens raríssimas de filhotes de gorilas com apenas três semanas de idade. “Ele mal abria o olho, e a mãe ficava o tempo todo por perto. Ele é totalmente dependente”, falou. A mãe chega a ficar até 5 anos cuidados dos seus filhos. Com o tempo, ele aprendem os gestos e o que precisam comer. “Mais tarde, ele pode chegar a ser o líder do grupo”.
Entretanto, João alertou sobre os cuidados que se deve ter ao visitar os gorilas. “Não pode mexer com a gorila fêmea nem com os filhotes, porque o macho fica muito bravo”.

* Esta reportagem contou com o apoio do Rwanda Development Board.


sábado, 21 de abril de 2012


Leilane Marinho

15 de Abril de 2012

Apelidadas de "oportunistas", tilápias têm alta capacidade de proliferação, compete, e em geral, são melhores sucedidas em ambientes alterados e pobres em recursos alimentares. (foto: Jean Vitule)
O bom pescador sabe que quando se fisga uma tilápia é preciso manuseá-la com cuidado. Num piscar de olhos, esse peixe espinhoso e arisco pode ferir a mão com seu dorsal repleto de espinhos pontiagudos. Apesar de vir da África, trata-se de uma espécie adaptável e rentável para a criação. Prolifera-se rapidamente e é bem-sucedida em ambientes alterados e pobres em recursos alimentares, como os represamentos de hidrelétricas. Compará-la com a produção de peixes nativos é o mesmo que trocar ouro por cascalho. Por isso, preocupa a possível aprovação do Projeto de Lei 5.989/09 do deputado Nelson Meurer (PP-PR), que pretende liberar a criação de peixes exóticos como a tilápia e a carpa em tanques-redes de reservatórios hidrelétricos.

Até agora, isso só é permitido em locais onde essas espécies estão comprovadamente estabelecidas. Segundo os pesquisadores, se ele for aprovado, dessa vez a tilápia poderá ferir o próprio ecossistema aquático, reduzindo a biodiversidade em águas doces. A nova proposta altera a Lei nº 11.959/2009  responsável pela Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca. Ela já tramita em caráter conclusivo na Câmara, podendo ir a plenário nos próximos dias para análise pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para tentar barrar o projeto de Meurer, especialistas organizaram uma petição pública.

Riscos de invasão

“A tilápia e a carpa estão entre as 100 piores espécies invasoras do mundo”, alerta Dilermando Lima, que pesquisa sobre ecologia aquática na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Ele conta que a introdução de espécies é a segunda maior ameaça para a diversidade biológica mundial, ficando atrás somente da destruição de habitats, e o que é mais grave, “invasões aquáticas são praticamente impossíveis de serem controladas”. Os produtores garantem que a técnica em tanque-rede é segura por impedir que os peixes escapem para fora dos locais de criação. Mas os especialistas negam e afirmam que podem ocorrer escapes de peixes.

Especialista em invasões biológicas em ecossistemas aquáticos, Mario Orsi, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), ressalta que o processo de invasão de espécies na natureza acontece com quantidades pequenas de indivíduos e por isso é lento, pode levar milhões de anos. A ação do homem pode impor ou acelerar brutalmente essas transformações. Ele acredita que ao abrir as portas para que peixes-exóticos adentrem as bacias hidrográficas nacionais, o projeto de lei de Meurer pode causar um estrago na qualidade biológica dos rios brasileiros. “Ecossistemas inteiros podem ser modificados pela entrada de espécies não nativas e, inclusive, reduzir a biodiversidade. Nos ambientes aquáticos esses efeitos são potencializados e difíceis de serem detectados no início”, lamenta. Orsi aproveita para lembrar que a nova lei vai contra a Convenção sobre Diversidade Biológica (1992), assinada pelo Brasil, que compromete o país a proibir e coibir a invasão de espécies exóticas.

Para piorar, inicialmente o projeto listava cinco espécies exóticas (de tilápias e carpas) que seriam permitidas, mas, depois de revisões, deixou ao encargo do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) determinar quais peixes serão liberados. “Sabemos que eles querem a tilápia, mas com essa brecha fica ainda mais difícil controlar o que pode entrar nos rios”, diz Fernando Pelicice, do Núcleo de Estudos Ambientais da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Questionado pelo ((o eco)) sobre o projeto, o Ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella não quis se pronunciar, alegando que o projeto de lei está em “fase de tramitação no Congresso Nacional, podendo sofrer alterações”. Crivella apenas ressaltou que o “MPA tem atuado em conjunto com o Ministério de Meio Ambiente (MMA) e os órgãos ambientais estaduais para o desenvolvimento sustentável da atividade aquícola no país”.

Se já tem, pode piorar?

Apelidadas de oportunistas, tilápias têm alta capacidade de proliferação e, em geral, são melhores sucedidas em ambientes com poucos recursos alimentares. Elas também se alimentam de ovos e larvas de peixes nativos e são transmissoras de doenças que podem afetar outras espécies.

Segundo Pelicice, o maior impacto causado pelas tilápias é a eutrofização (diminuição de oxigênio e poluição da água), o que torna o ambiente desfavorável principalmente para as espécies nativas. Ele também explica que no caso das carpas, o maior problema é a biopertubação. “Elas fuçam demais o fundo das represas movimentando os sedimentos”, esclarece.

Mas para Meurer, o estrago já foi feito. “As tilápias já estão estabelecidas na maioria dos rios brasileiros”, afirma. Portanto, conclui, o problema não seria agravado com a liberação que o seu projeto de lei propõe. Mas ele é refutado por Pelicice. Uma pesquisa com 77 reservatórios mostrou que as tilápias foram registradas -- diferente de estarem estabelecidas -- em menos de metade dos locais avaliados, conta o pesquisador.

Há três décadas pesquisando sobre ecologia de peixe, Angelo Agostinho, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), relata que durante 20 anos de amostragem no trecho do rio Paraná (entre os reservatórios de Porto Primavera e Itaipu), tilápias jamais foram capturadas. “Mesmo em Itaipu, onde ela é registrada, não há qualquer evidência de que esteja estabelecida. A introdução de peixes exóticos é uma modalidade de poluição biológica e, como tal, não era de se esperar que novas liberações fossem permitidas, porque o impacto de uma espécie exótica se relaciona à sua abundância”, diz. Agostinho lembra que nos reservatórios de Barra Bonita, Bariri e Furnas as tilápias já são populações consolidadas e, nestes casos, sua criação é aprovada pela legislação brasileira.
Mais de 85% da produção nacional de peixe é baseada em espécies provindas de outros países e/ou continentes, o que torna o Brasil, proporcionalmente, o maior produtor mundial de espécies não nativas.

Nelson Meurer contra ataca com o argumento de que a produção de tilápias em tanque-rede não ameaça se espalhar pelos rios brasileiros graças aos seus predadores naturais. “Na região Sul, peixes como o lambari também fazem o controle de tilápias comendo seus ovos", diz. Além disso, o deputado afirma que existem técnicas de criação que controlam os riscos. "Pode-se cultivar peixes ‘assexuados’. Todo mundo sabe disso, não preciso de estudos que comprovem”. Porém, a informação não é exata, peixes são organismos sexuados: são machos ou fêmeas. Fernando Pelicice explica que “existe o fenômeno de reversão sexual, que é a técnica que os criadores empregam para assegurar que todos os peixes tenham o mesmo sexo". Mas afirma que os métodos empregados no Brasil não são totalmente seguros.

Pescado tupiniquim

Mais de 85% da produção nacional de peixe é baseada em espécies provindas de outros países e/ou continentes, o que torna o Brasil, proporcionalmente, o maior produtor mundial de espécies não nativas. Só nos últimos 7 anos (2003-2009) a produção de tilápia dobrou. Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, numa estrutura padrão (tanque-rede de pequeno porte) a produtividade da tilápia pode chegar a 200 toneladas por hectare ao ano. O mesmo cultivo com uma espécie nativa não chega a render metade.

No entanto, o professor do departamento de aquicultura da Universidade de Santa Catarina (USC), Evoy Zaniboni, acredita que, se fomentado com tecnologia adequada, o cultivo de espécies nativas poderia ser mais rentável para o produtor. “Enquanto a tilápia é cultivada em todos os continentes, temos peixes nativos, adaptados as condições ambientais do Brasil e que existem apenas na América do Sul”, lembra Zaniboni. Ele argumenta que peixes nativos teriam um diferencial que poderia levá-los a auferir preços mais altos no mercado. Observa também que, embora a produção de pescado nativo seja ínfima, pesquisas com peixes como o tambaqui e o híbrido produzido do cruzamento entre o pintado (Pseudoplatystoma fasciatum) e o cachara (Pseudoplatystoma reticulatum) revelam que essas espécies poderão garantir uma produção em grande escala no futuro. Mas para isso é preciso incentivo.

Para Jean Vitule, da Universidade Federal do Paraná, “É importante que o princípio da precaução [proibir espécies exóticas] não seja considerado uma barreira para a aquicultura e o setor produtivo, nem motivo de confrontos”. Ao contrário, afirma, “ele pode ser encarado como um estímulo à descoberta de espécies nativas que possam viabilizar cultivos sustentáveis e sem problemas futuros”;

Motivação do PL do Peixe

Meurer conta que o principal motivo que o levou a propor o projeto de lei foi a escassez de peixe nos locais onde foram construídas usinas hidrelétricas. A liberação do cultivo de peixes exóticos em represas uma questão secundária. “Os pescadores ribeirinhos estão sem ter como pescar. O projeto pretende obrigar os empresários a fazerem essa reposição”, diz. Na ementa da proposta, ao estabelecer a obrigação o deputado inclui a carpa e a tilápia.

“Esse é um grande equívoco praticado principalmente por políticos, que se aproveitam do senso comum da população, a qual acredita que soltar peixes em corpo de água só pode ajudar”, diz Pelicice. “É preferível a ausência de manejo a um manejo equivocado e não passível de monitoramento”.

Angelo Agostinho explica que alevinos produzidos em estações de piscicultura para o repovoamento não são submetidos aos processos seletivos do ambiente, contribuindo para a transferência de genes pouco adaptados ao mundo real da natureza. Portanto, não entende como funcionará o “paliativo” sugerido pelo parlamentar, uma vez que o risco de impactar os estoques naturais é grande e a possibilidade de sucesso de peixamento (aumento da quantidade de peixe) pequena. “Se o repovoamento for obrigatório como prevê o projeto de lei, a demanda de alevinos será absurda e serão necessárias muitas e grandes estações de pisciculturas, com os problemas inerentes à aquicultura. Além disso, se as matrizes tiverem parentesco a variabilidade genética dos estoques naturais estará em risco, o que na verdade irá prejudicar o ribeirinho”, adverte.

Cultivo de tilápias em Furnas. (foto: Valter Monteiro)

Algumas fotos lindas das belezas que Deus criou natureza


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Esta capivara foi clicada por Victor Moriyama em 2006 durante uma curta viagem a Itacoatiara, município a 200km de Manaus. Durante três dias se

Artesã da etnia Guató é remanescente de prática sustentável secular


Corumbá (MS) -
Quando se fala em Pantanal, o pensamento traz logo à lembrança jacarés e tuiuiús. Há, porém, um elemento implícito aí, presente ao longo de toda a extensão de 200 mil km2 da planície pantaneira: o aguapé. Ele está onde há água no Pantanal, mas mesmo pouco lembrado, é matéria-prima de um tesouro cultural brasileiro: o artesanato Guató.

O aguapé é uma planta macrófita, cujos aglomerados são conhecidos como camalotes, abundantes na calha do rio Paraguai e seus afluentes, além de baías e corixos da planície pantaneira. Nos cursos d’água, descem flutuando ao gosto da correnteza, espraiando-se pelos rebojos, eliminando impurezas dos mananciais e servindo de refúgio e fonte de alimento para diversas espécies da peixes, répteis, crustáceos e anfíbios.

Catarina Ramos da Silva, apesar de ter mais de 60 anos de idade, exibe habilidade ao se equilibrar admiravelmente na proa da tradicional “canoa de um pau” para coletar caules desta planta abundante no rio Paraguai. É dali que tira seu sustento. A prática remonta às suas origens: é da etnia Guató, conhecida como os exímios canoeiros do “Mar de Xaraés”, forma como os exploradores europeus denominavam o Pantanal em ocasião da cheia nos primórdios da ocupação da região.

Na canoa, ela seleciona cuidadosamente cada caule de uma rama de aguapé que tira do rio e não extrai mais que três talos da mesma planta, com as mãos, sem utilizar quaisquer ferramentas: “Senão a planta morre”, diz ela. Aos poucos, vão se formando vários maços de caules que mais tarde serão transformados em tapetes, bolsas, cintos, colares, pulseiras, brincos, chapéus, esteiras e abanicos, esses últimos típicos dos Guató. “Tem que cuidar com cobra, além da sucuri tem a boca-de-sapo. Fica escondida no aguapé, enroladinha. Minha mãe morreu picada de cobra. Quando for assim não pode levar susto, senão morre mais rápido”, conta ela.

Lembranças

A idade já começa a incomodar a cada saída de canoa, alugada por R$ 15,00 no Porto Geral de Corumbá. Mas ela gosta, diz que se sente renovada a cada saída, pois a prática a remete à infância na Ilha Ínsua, onde nasceu e passou boa parte de sua vida. É lá que fica a Aldeia Uberaba, em local também conhecida como Fazenda Bela Vista do Norte, ou Porto Índio, ambiente inóspito, cercado de água entre Bolívia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com uma visão esplêndida da Serra do Amolar, bloco rochoso de formação pré-andina que exerce papel fundamental nos pulsos de inundação do Pantanal e refugia espécies da biodiversidade sob risco de extinção.

Após a coleta, Catarina encara uma ladeira íngreme, passando pelo casario do porto de Corumbá, bicentenária cidade, localizada à margem esquerda do rio Paraguai. Outrora fora um dos três mais importantes portos fluviais do mundo por ser fornecedor de charque, plumas, peles de animais silvestres e matérias-primas, como o tanino, para a indústria europeia. Afinal, em uma época em que não havia estradas, Corumbá era a melhor opção para se chegar a Asunción, Buenos Aires e Rio de Janeiro.


É na Casa do Artesão de Corumbá, antiga cadeia pública do município, hoje local de visitação de turistas, onde Catarina e outros artesãos mantêm suas oficinas, em espaços cedidos pela Prefeitura. Após descarregar o fardo de aguapés coletados, ela relata sobre suas origens:

- Nasci Catarina Ramos da Silva, mas lá (na Terra Indígena Guató) me chamam de Catí. A situação lá é bem mais simples do que as pessoas tão acostumadas na cidade, mas como a gente era nascido e criado lá, a gente acostuma, gosta, sempre tem uma recordação. Era uma situação boa, vivia da caça e da pesca, comia capivara, passarinho, queixada. Já nascia com a habilidade da canoa. Vai nascendo e aprendendo a lidar com a canoa. Já andei em canoa que só cabia eu.

E relembra a família, com tom de voz e olhar baixos:

- quando criança, ajudava os pais a pescar, caçar e trabalhar na roça, como prática de subsistência.

Catarina vai contando sobre sua vida naquela remota ilha:

- Antes só passava barquinho pequeno, depois começou passar esses grandes, boiadeiros, mas tinha época que passava aquelas lanchas a vapor, então eu tirava lenha pra vender pra eles. Lá era difícil açúcar, sabão, essas coisas... Então tinha que trabalhar pra comprar. Quando estava lá, o pessoal da cidade sempre tratava bem, a gente que era medrosa. Tinha medo de gente de fora. Chegava gente, escondia.

Tradicionalmente sustentável


Em seu “ateliê” não há luxo: a sala tem pouca iluminação e paredes com manchas causadas por infiltrações. No pátio, os maços da matéria-prima vão sendo pendurados em varais para o processo natural de secagem. Na confecção de seus produtos, a preferência de Catarina é pelo aguapé de caule comprido, ou o “aguapé dourado” encontrado rio acima, longe das impurezas da cidade. Há também algumas peculiaridades sobre o modo de produção original. A tradição oral diz que o caule deve ser coletado em lua minguante, mas hoje em dia, por ser sua fonte geradora de renda, qualquer lua é válida.

Outras tradições ela faz questão de manter: “Não é qualquer aguapé, não, tem que tirar talo por talo. Tem gente que eu ensinei que tira com faca, mas não faço isso porque machuca a planta, mata o pé se cortar tudo. Não deve matar a natureza. Pode utilizar, mas tem que preservar. Tira o que você vai usar, mas deixa ele vivo. O que não vai servir deixa no rio.”

Após a secagem, aí sim, com uma faca, são feitas tiras no sentido do comprimento da fibra, dando preferência às mais finas. Assim, junta-se três tiras, sendo duas pontas (a parte superior do caule onde começam as folhas) e um “pé” (base do caule que se interliga com a raiz) para começar o trançado.

Ao acabar o comprimento, insere-se mais uma tira, de forma a manter a espessura da trança, tendo cuidado ao apará-la e já deixando-a pronta para encaixar outras duas fibras, sempre dando preferência aos talos mais finos. Na medida em que o trançado vai aumentando, a artesã, sentada e descalça, prende a trança entre o dedão do pé e o segundo dedo, de forma que o emaranhado de fibras fique esticado horizontalmente.

A atividade laboral de Catarina é minuciosa e exige paciência. Para se ter uma noção, são necessários cerca de 50 metros de tiras de fibra de aguapé para confeccionar um tapete de 1,2 metros. O único material industrializado que ela utiliza é a linha para costurar as tramas que dão formas aos objetos.

História sofrida


A simpática anciã revela que casou-se jovem: “O pessoal foi mudando da ilha e viemos pra cá [Corumbá]. Ele [o marido] pegou serviço de empreitada, ficou em contato com o pessoal da cidade, aí desandou.” O casamento se arruinou, o ex-marido faleceu e ela teve de dar conta dos cinco filhos com ajuda de Josefina, sua ex-sogra. “Foi aí que comecei a trabalhar com aguapé, porque minha sogra já morava aqui e era a melhor opção pra ganhar dinheiro. Quando aprendi, eu tava numa pior. Criei meus filhos sozinha e minha vida com homem foi uma decepção. Nunca mais casei. Fiquei muito magoada. Trabalhava como cozinheira em uma empresa. Depois meus filhos casaram, cada um tem a sua vida. Mas sempre minha sogra me dando força, dizendo que eu não podia desistir, que sem fé em Deus não vamos a lugar nenhum.”

Catarina afirma que tira seu sustento do artesanato, além da aposentadoria, mas que não é fácil: “As pessoas acham que o material feito de aguapé deve ser barato porque é tirado aí no rio, mas é duro. Tem de levantar cedo, depois pega o sol quente, tira, traz, coloca no sol pra secar por cinco dias, cuidando, tirando do varal, pondo no chão, secando... Trança tudo pra depois costurar. Tudo na mão. Nunca fiz na máquina. A não ser que peçam. Um desses tapetes custa R$ 400 a R$ 500. É muito trabalhoso e usa muita planta.” As bolsas, famosas pela resistência, são chamadas de "legítimas ecobags do Pantanal" pelas clientes e já fazem sucesso na cidade.

As formas, segundo ela, são inspiradas nas folhas do aguapé e nas ondas que vento e barcos formam no rio.


Vida dos Guató virou filme

A história dos Guató é tão curiosa que chegou a ser roteiro do premiado filme 500 almas (2005), do cineasta Joel Pizzini. Vivendo no Pantanal há pelo menos 800 anos, os Guató tinham suas canoas como suas casas, onde guardavam os pertences. Apesar de arredios, sempre se prestaram a ajudar o Império Brasileiro e visitantes. Aos poucos, foram perdendo grande parte de seu território tradicional, mas foram resistindo e se mantendo em pequenas aldeias escondidas pelo Pantanal.

Com a ocupação do Pantanal pela pecuária, suas terras foram sendo tomadas. Aos poucos, foram se espalhando pelas periferias de cidades como Barão de Melgaço, Cáceres, Poconé, Ladário e Corumbá, ou trabalhando em fazendas, fazendo com que suas raízes fossem se apagando lentamente.

O Marechal Rondon, no início do século passado, durante estada na região, lhes concedeu autorização oficial para continuarem morando definitivamente na ilha Ínsua, pois já vinham sofrendo com posseiros. Mas não teve jeito. Tanto se forçou a evasão dos nativos de suas terras que entre 1950 e 1970 a etnia foi considerada extinta pelo Serviço de Proteção ao Índio (SPI). Até mesmo o indigenista Darcy Ribeiro publicou artigo alegando a extinção dos Guató: “Viviam à margem do rio Paraguai, subindo às vezes o rio São Lourenço, no Estado de Mato Grosso. (Extintos)".

A missionária salesiana Ada Cambarotto, em passagem por Corumbá em 1976, ao visitar a Casa do Artesão, deparou-se com uma peça de tapeçaria feita de aguapé, e relacionou-a à cultura característica Guató, conhecendo então a índia Josefina.

A partir daí foram realizadas expedições da Equipe Indigenista Missionária de Corumbá e da Funai até a Ilha Ínsua, comprovando a remanescência da etnia e de sua cultura.

Em 1986, em carta-manifesto redigida por Severo, filho de Josefina, endereçada às autoridades federais, relatando a história de seu povo, ele reivindica a posse definitiva da Ilha Ínsua. “Tenho lutado e muitas vezes me canso das promessas e mais promessas sem respostas satisfatórias. (...) Aí eu digo: vou abandonar isso, porque já me cansei, eu preciso trabalhar, tenho meus filhos pra criar. Mas quando já estou para desistir, a minha esposa não me deixa desanimar e juntos prosseguimos na luta em prol dos meus irmãos Guató”.

Após trabalhar como guarda municipal por 16 anos em Corumbá, onde chegou adolescente, acompanhando sua família expulsa da Ilha Ínsua, quis o destino que Severo, após ter um irmão assassinado cruelmente por conflito com posseiros, se tornasse cacique e liderasse o retorno dos Guató a seu território, em 1994. E finalmente, em fevereiro de 2003, a Terra Indígena Guató foi homologada


Mario Corbucci Neto;

Engenheiro Ambiental

CREA/SP 5063541442





A PNRS veio para modificar toda uma discussão e uma cultura antepassada de que os resíduos sólidos que são gerados pelos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e as empresas que fazem manejo dos resíduos sólidos não são responsabilizados pela destinação ambientalmente incorreta. Assim designa a responsabilidade compartilhada, como sendo, as obrigações individualizadas de cada gerador de resíduos sólidos a fim de minimizar a quantidade dos mesmos causando menor impacto ao meio ambiente e à saúde humana à caminho de um consumo sustentável



1 - Introdução



Em futuro remoto será que teremos uma cidade, em nosso país, considerada como "Cidades-Ecológicas" ou "Eco-Town" semelhante a cidade de Kawasaki no Japão? Para que isso aconteça devem ser esclarecidos e modificados certos hábitos que integram a insustentabilidade, assim como foi feito na cidade em questão. Esse programa foi iniciado, em 1997, com a falta de espaço no Japão para depositar sua enorme geração de resíduos, assim o país resolveu criar pontos de reciclagem com o apoio dos residentes locais, indústrias, autoridades locais e instituições de pesquisa com a finalidade de desperdício zero iniciado a partir da cadeia alimentar natural, onde nada é desperdiçado sendo que cada produto e organismo se tornam fontes de alimentos para outros seres. Em nosso país, estamos caminhando para esta realidade a partir de políticas que contribuem para este desenvolvimento sustentável, uma delas é a Lei 12.305/10 que será esclarecida neste artigo.



2 - Política Nacional de Resíduos Sólidos



Inicialmente, deve-se esclarecer os motivos pelos quais a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi sancionada pelo governo. Deste modo relata-se um breve histórico a essa questão.



Os primeiros sinais de legislação começaram no final da década de 80 e, posteriormente, em 1999 foi elaborado as "Diretrizes Técnicas para a Gestão de Resíduos Sólidos" que foi aprovada, mas não entrou em vigor. E assim, este tema conseguiu grande repercussão no poder legislativo, até que em 2007 foi enviado para o Presidente da República analisar. Após várias discussões foi aprovado em 2010.



Então, se inicia o processo árduo de conscientização em busca da necessidade de mudança de conduta quanto aos lixões e, por não apresentar uma lei especifica relacionada aos resíduos sólidos sem interface com outras leis, tornou-se necessária a criação de legislação atinente ao tema.



Com o fito de resguardar o meio ambiente e regulamentar a matéria, foram criadas diversas leis, dentre estas destacam-se a Lei 11.445 de 2007, Lei 9.974 de 2000 e a Lei 9.966 de 2000. Esta interface demonstra a importância de estabelecer uma legislação esclarecedora, rígida e individualizada quanto à questão dos resíduos sólidos. Para melhor esclarecer, a Lei 11.445 de 2007, que diz respeito ao saneamento básico, cita, no seu artigo 3", a limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos como parte integrante do processo de saneamento (serviços, estruturas e instalações operacionais) que, de certo modo, apenas faz parte integrante do subproduto do saneamento. Tal fator é relevante para estas e outras Leis citadas anteriormente, a partir do momento em que o resíduo não é citado com tanta preocupação como deveria.



A partir do momento em que a Lei sobre crimes ambientais (Lei n° 9. 605 de 1998) se enquadra na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) demonstra um alto nível de aceitação e importância para os órgãos ambientais competentes, sendo que, esta legislação foi criada antes da PNRS. Esta adequação feita na Lei de Crimes Ambientais resguarda o grau de relevância em se retratar uma gestão integrada dos resíduos sólidos esclarecendo as possíveis consequências da não responsabilização pelos danos causados.



Esclarecendo que, após 19 anos com projeto de Lei n° 203 de 1991, em estudo pelos legisladores, a Lei n° 12.305 de 02 Agosto de 2010, que institui a Política Nacional Resíduos Sólidos foi sancionada esclarecendo devidamente as obrigações, objetivos, princípios e diretrizes relacionadas ao controle integrado do gerenciamento dos resíduos sólidos em âmbito nacional a fim de que se inicie uma maior preocupação com o meio ambiente.



Desta maneira, cabem as pessoas físicas ou jurídicas, tanto de direito público como direito privado, que lidam de forma direta ou indiretamente com resíduos sólidos, que desenvolvam ações ligadas à gestão integrada e gerenciamento de resíduos sólidos serem responsabilizadas por seus atos.



Após este fato, em dezembro do mesmo ano, o Decreto n°7.404 foi de grande importância e sustentação para que regulamentasse a Lei de Política de Resíduos Sólidos, criando instrumentos para que essa Lei seja implementada através de comitês interministeriais da Política e orientadores da logística reversa. Esclarecendo que o governo não apenas sancionou a lei, mas está se motivando para que a política seja colocada em prática.



3 - Responsabilidade Compartilhada



Como o conceito de meio ambiente é muito amplo e pode ter vários sentidos, dependendo do âmbito em que está se pretendendo atuar, deve-se ser muito cauteloso. Neste caso, restringe-se ao conceito de que se trata na Constituição Federal de 1988 ao se referir à coletividade a fim de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações de bem de uso comum do povo garantindo qualidade de vida. E, assim, se resguarda as responsabilidades de cada pessoa física ou jurídica a se conscientizar dos impactos negativos que podem ser causados pelos resíduos sólidos se não forem prevenidos.



Na Europa há outra nomenclatura para a responsabilidade compartilhada, que é mais conhecida como "responsabilidade alargada do produtor", que se resume a um dos instrumentos para apoiar a concepção e produção de bens que tenham em conta, tornando eficiente o uso dos recursos no seu ciclo de vida (RUSSO, 2011).



Esta Lei modifica toda uma sistemática relacionada com a preocupação ambiental e social, pois com a regularização dos aterros sanitários também faz parte da análise de ciclo de vida do produto, em um prazo de quatro anos, desde que a lei foi aprovada, e, assim, se inicia o processo de comprometimento com a população, empresas e órgãos públicos para que atuem de forma mútua com mais preocupações ambientais que antes não havia. Já os municípios devem estar enquadrados e legitimamente regulamentados com os seus Planos Municipais até o ano de 2012. Trazendo o reconhecimento do resíduo sólido como a possibilidade de reutilizar e reciclar, consequentemente, gerando emprego, renda e cidadania para a população.



Segundo COPOLA (2011, pg.01), que conceitua a Lei de forma sucinta e objetiva, ressalta-se a seguinte atribuição:

"A indigitada lei estabelece os princípios, e os objetivos a serem observados, além de dispor a respeito dos instrumentos e diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos define as responsabilidades dos geradores e do Poder Público, e, ainda, cria obrigações a Estados e Municípios."

Para que tal definição se torne completa necessita abordar o consumo sustentável, desenvolvimento sustentável e a preservação e preocupação com o meio ambiente tendo como íntegra participação na reciclagem de resíduos e coleta seletiva resguardando as presentes e futuras gerações citadas no artigo 225 da Constituição Federal (COPOLA,2011).



Dentro do que já foi citado anteriormente, há certos conceitos e atitudes que devem ser mantidos dentro da sociedade para sempre. Essas duas características são de grande peso quando uma população percebe que todos nós vivemos dentro de um sistema global sobrevivendo de uma "mãe" natureza que sua capacidade suporte. Este termo segue a doutrina da ecologia da quantidade de indivíduos que podem ser suportados em uma área o que influi numa série de fatores como quantidade de alimento disponível, espaço, luz, grau de competição, doença, predação e acúmulo de resíduo causando a inibição da população de crescer, além de um determinado ponto dentro do seu hábitat.



Em função desse cenário e a fim de que o país reveja seus costumes culturais ponderando o uso exacerbado de recursos naturais foi necessário uma política que atue de forma severa dentro de cada unidade legislativa (federal,estadual e municipal).



Este conjunto de regras, normas e condutas que passarão a ser seguidas dentro dos próximos anos tem a finalidade de mudar todo um quadro socioambiental e cultural inadequado que vem trazendo sérios problemas. Ao decorrer do tempo e da sanção da política foi se averiguando as consequências decorrentes dessas práticas irreversíveis ao meio ambiente.



É fato de que se não houvesse um política que estabelecesse as regras, deveres e missões a serem cumpridos para os órgãos públicos e privados, quanto à questão dos resíduos sólidos, não haveria uma mudança de conduta espontaneamente, sendo somente por conscientização ambiental em razão da longevidade do processo. Este pressuposto está sendo visto no consumo de embalagens descartáveis que aumenta exponencialmente a cada dia nos supermercados e ainda não há restrições para instalações de indústrias em grandes centros urbanos restando aos municípios e Poder Público administrar tal situação.



Da mesma forma que há uma produção exagerada de embalagens plásticas também há um descaso quando esse resíduo é disposto em lixões ou aterros controlados. No caso dos lixões, não há nenhum controle quanto à forma e o modo como são dispostos tais resíduos, já os aterros controlados não é totalmente ambientalmente correto, pois não tem certos requisitos muitos importantes para que não agrida o solo, água e o ar.



Para um melhor entendimento, o conceito dessa Lei vem atribuído ao objetivo da não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos. Dentro desse contexto, verifica-se a necessidade de mudança cultural de todo um país na qual não suporta mais esse descaso com o meio em que vivemos. Nesse quadro, para que haja um melhor esclarecimento dessas definições deve haver uma melhor educação ambiental a ponto de modificar as atitudes rotineiras em que se enquadram tais situações.



Assim, parte-se do pressuposto da não geração (inserido nas diretrizes da política) do resíduo, ou seja, a maneira mais sensata e racional de reduzir a carga em áreas não adequadas para a destinação de qualquer tipo de resíduo seria a modificação dentro do processo de produção do produto para que não gere uma maior quantidade de resíduo. Com isso, toda uma cadeia produtiva de uma indústria seria modificada em prol do meio ambiente, desde a retirada de recursos naturais até a disposição em aterros, como foi dito anteriormente. Diferenciando do método de redução, pois o processo de cadeia produtiva apenas será adequado às metas de diminuir a geração de resíduo demasiadamente. Desta maneira, este processo é mais simples para estar regularizando a empresa dentro dos marcos regulatórios vigentes.



Já o processo de reciclagem possui um grau de complexidade maior em relação aos outros métodos citados. Esse processo consiste no estudo mais detalhado das composições químicas do material para que possa conhecer toda a estrutura química e, posteriormente, convertê-los através de processos industriais ambientalmente corretos trazendo ao mercado um novo produto que pode ser de forma primária (conversão em produto do mesmo tipo) ou secundária (conversão em outros tipos de produtos).



Qualquer processo de reciclagem precisa de energia para transformar o produto ou tratá-lo de forma a adequar para o mercado de trabalho (ÂNGULO;ZORDAN;JOHN,2000).



Percebe-se que a concepção de reciclagem está intimamente ligada à introdução do material que não possuía importância e foram reintroduzidos no mercado atribuindo valores sociais, ambientais e econômicos de grande necessidade para a adaptação da sociedade nesse aspecto. E, assim, inclui-se numa política ambiental mais abrangente conhecida como "a Política dos 3Rs" que se esclarece como sendo a reutilização, redução e a reciclagem, na qual foi atribuído a finalidade com a qual essa Lei 12.305 foi construída. Futuramente, pode-se dizer que está em fase de implementação o uso de mais um "R" na política na qual se enquadraria como o "repensar" atribuindo implicitamente a prática de não geração do resíduo dentro do processo de fabricação do produto.



Na etapa de tratamento de resíduos o que era anteriormente um problema para a sociedade passa a ser inserido como fonte de abastecimento para indústrias e cidades quando é transformado através de processos que captam toda a energia dissipada pelos microrganismos. Apenas os resíduos que não tem solução e utilização dentro desse processo são denominados de rejeitos e, finalmente, depositado em aterros sanitários. Esse processo proporciona uma revolução cultural e modifica o conceito de "lixo" para "resíduo" se tornando fonte de matéria-prima para vários empreendimentos do setor. Em razão das várias fontes de alternativas práticas que podem ser úteis para utilização tanto na região, estado, país a fim de reduzir os desperdícios de recursos naturais e a preservação do meio em que vivemos.



Depois de esclarecidos os conceitos técnicos faz parte integrante da política cooperar para que mantenha uma relação pacifica e produtiva entre o poder público federal, estadual e municipal, o setor produtivo e a sociedade em geral focado nas soluções dos problemas existentes conscientizando as empresas, de acordo com as suas especificidades, para que possam otimizar seus processos, reduzindo custos e colaborando com o meio ambiente e a sociedade com programas direcionados na área de empregos e renda. Portanto, sem esse ambiente de cooperação não há instrumentos que possam ser concretizados e mantidos propiciando o apoio conjunto de diversos agentes no processo de Avaliação do Ciclo de Vida do Produto-Cadeia Produtiva e Logística Reversa aumentando as oportunidades.



Atualmente, as empresas que não respeitarem a política iniciando seus trabalhos com o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, logicamente, deverão modificar toda uma sistemática empresarial de acordo com o Plano previamente estabelecido e estarão sujeitas a severas penalidades legais, além de denegrir sua imagem para o mercado de trabalho. Todos os empreendimentos, públicos ou privados, deverão se adequar a nova Lei até agosto de 2012. Para as prefeituras, o prazo para a construção de aterros sanitários e, consequentemente, a implantação de leis municipais para a coleta seletiva, vai até 2014.



Exemplos



Segundo Ferreira, da revista Isto é Dinheiro, que publicou uma matéria sobre "As 50 Empresas do Bem", exemplificando grandes empreendedores que se destacaram na área de gestão de resíduos na esfera privada é o Grupo Walmart, que no ano 2006 possuía um grande problema com o gerenciamento de resíduos sólidos. Foi nesse cenário que, em 2009, o número atingiu o índice de 90 mil toneladas, sendo que 60% era orgânico, e, então, o Grupo resolveu abrir uma parceria com uma cooperativa de compostagem do Rio Grande do Sul, na qual envia 300 mil toneladas/mês que são transformados em adubo orgânico lembrando que uma parcela é vendido e outra é distribuída aos cooperados. Assim, resolveu o problema de insuficiência de espaço físico dentro da empresa e reduziu o envio de resíduos para o aterro sanitário. No ramo siderúrgico, destaca-se a empresa Arcelor Mittal, na qual houve uma economia de R$ 100 milhões no ano de 2010 o que representa uma parcela do rendimento (R$16,4 bilhões) gerado pela empresa no ano de 2009, apenas reaproveitando o resíduo que não pode mais retornar a cadeia de produção e será utilizado na recuperação de estradas e ferrovias.



Somente na filial de Santa Catarina houve um reaproveitamento de resíduos de, aproximadamente, 95% que está acima da média de 80% do setor ganhando o Selo Ecológico do Instituto Falcão Bauer. Em relação ao processo de reciclagem, destaca-se a empresa Camargo Correa, a qual introduziu um plano de gerenciamento para controlar o descarte do resíduo da construção da usina hidrelétrica de Jirau, próxima a Rondônia, que são, aproximadamente, 90 toneladas/dia dessa totalidade foram investidos R$ 700 mil em equipamentos, plano de controle, manipulação e descarte prevendo uma economia de aproximadamente R$ 2,6 milhões nos quatros anos de obra completados. São ações como estas que devem idealizadas e disseminadas a fim de que se construa um meio ambiente equilibrado gerando redução de custos e aumento de emprego com parcerias inter-empresariais através de ações simples que funcionam colocando a Política Nacional de Resíduos Sólidos em prática.



Em razão desse cenário é que foram aprovados algumas Resoluções que regulamentam o sistema de logística reversa, por exemplo para pneus inservíveis, óleos lubrificantes, pilhas e baterias, e embalagens de agrotóxicos. Todas elas foram anteriores a Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas iremos descrever apenas aquelas com maior interesse da sociedade, como a Resolução CONAMA 416/09 para pneus inservíveis. Esta Resolução tem o intuito de disciplinar a obrigação de destinação ambientalmente adequada para pneus inservíveis para importadoras e empresas fabricantes. Segundo o ABR (Associação Brasileira de Reforma de Pneus), para cada pneu novo comercializado para o mercado de reposição, as empresas fabricantes ou importadoras deverão dar destinação adequada a um pneu inservível excluindo a responsabilidade dos reformadores que já contribuíram para o aumento da vida útil do pneu. Deste modo, apenas os importadores e os fabricantes estão atuando para a degradação ambiental, a partir do momento em que aumentam a quantidade de pneus no país. Foram estabelecidos limites mínimos de ponto de coleta, segundo o índice populacional, por exemplo, os municípios com até 100 mil habitantes deverão ter pelo menos 1 ponto de coleta implantados pelos importadores ou fabricantes dentro do prazo de 1 ano. Caso não houver ponto de coleta, os geradores são obrigados a formular e divulgar um plano de gerenciamento de coleta, armazenamento e destinação final dos pneus (PGP) ao Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA). Já a Resolução CONAMA 401/08 para pilhas e baterias, impõe índices de tolerância de substancias toxicas (chumbo, cádmio, mercúrio) na fabricação desses produtos para os sistemas portáteis, automotivos, industriais, eletroquímicos e óxido-mercúrio. Segundo a SGS, somente os importadores e fabricantes são responsáveis legalmente pelos possíveis danos ambientais que possam ocorrer pelo descarte irregular desses produtos, sendo que, comerciantes e redes autorizadas de assistência técnica devem receber dos consumidores os produtos já utilizados e direcionar aos fabricantes e importadores com um prazo de 24 meses. Dentro dos agentes responsabilizadores cabem a função de: estar inscritos pelo IBAMA no cadastro técnico federal; apresentar anualmente laudo físico-químico de composição de pilhas e baterias ao IBAMA; declarar ao órgão ambiental estadual o plano de gerenciamento das pilhas e baterias usadas no prazo de 12 meses.



Segundo o relato de Fabricio Soler, da Advocacia Felsberg & Associados, a logística reversa não é uma medida recente no país em razão das Leis que foram descritas anteriormente para certos tipos de resíduos. Estes resíduos retornam ao processo de logística, propriamente dito, com a devolução dos consumidores para os importadores.



Para que haja medidas concretas, o governo priorizou o uso de consultas públicas através de base de dados estatísticos estipulando metas e prazos para que os órgãos se adequem ao sistema, ao contrário da logística reversa, que se consolidou através de acordos setoriais com o monitoramento do produto pós-consumo. Através dessas afirmações, é possível afirmar que a responsabilidade compartilhada e a logística reversa estão intimamente ligadas por serem o único modo de implantação da logística reversa, delimitando todas as funções dentro do agente da cadeia de produtos e, com isso, não há lacunas para que os agentes geradores não arquem com as suas devidas responsabilidades.



4 - Considerações finais



A partir desses relatos que foram ditos anteriormente, é de grande importância lembrar que a responsabilidade compartilhada é um instrumento concreto que está embasado em conceitos políticos, fiscalizados por órgãos ambientais competentes. Dessa maneira, tal instrumento viabiliza a logística reversa harmonizando o conjunto de obrigações de intervensores da cadeia do produto a fim de que possam ser criados impostos e penalidades sujeitas a igualdade de direitos e deveres. Dentre todos os fatores relatados, destaca-se a esperança de que o desenvolvimento sustentável, que faz parte integrante da proteção ambiental e desenvolvimento econômico, viabilize o atendimento das necessidades básicas, aumento de padrões de vida para todos, ecossistemas mais protegidos e um futuro garantido e mais próspero (SKINNER,1994).



5 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



COPOLA, Gina. Os Aterros Sanitários de Rejeitos e os Municípios, 2011.



FERREIRA, R.G. As 50 Empresas do Bem. Isto É Dinheiro, São Paulo, Abril 2011.Seção Negócios. Disponível em: < http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/53459_AS+50+EMPRESAS+DO+BEM >. Acesso em: 30 janeiro de 2012.



SKINNER, John H. Waste managenment principles consistent with sustaintable development. In: INTERNATIONAL DIRECTORY OF SOLID WASTE MANAGEMENT.1994/5. The ISWA Yearbook.London: James & James,1994. 432 p. P 10-15.



SOLER, Fabrício. Responsabilidade Compartilhada e Riscos de Infrações Ambientais.In: II SIMPÓSIO DE RESlDUOS SÓLIDOS-EESC-USP-SÃO CARLOS,2011.



ÂNGULO,S.C. ;ZORDAN, S.E.; JOHN, V.M. Desenvolvimento sustentável e a reciclagem de resíduos na construção civil. São Paulo, 2000. 3p. Dissertação(mestrado)- Escola Politécnica ,Universidade de São Paulo.



RUSSO, M. Gestão de resíduos sólidos na Europa.In: II SIMPÓSIO DE RESlDUOS SÓLIDOS-EESC-USP-SÃO CARLOS,2011

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Água contaminada vaza ao mar em Fukushima, diz TV japonesa

Água contaminada vaza ao mar em Fukushima, diz TV japonesa
A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da usina de Fukushima Daiichi, epicentro da crise nuclear no Japão, confirmou nesta quinta-feira (5) o vazamento ao mar de algo em torno de 12 toneladas de água contaminada com estrôncio radioativo, informou a televisão pública “NHK”.
Os trabalhadores da companhia descobriram durante a madrugada que o vazamento do líquido contaminado é procedente de um dos encanamentos conectados ao tanque no qual se armazena a água radioativa que serve para resfriar os reatores.
A acumulação de milhares de toneladas de água contaminada provenientes dos reatores, líquido que segue em direção ao interior das instalações da usina, é um dos principais problemas enfrentados pela Tepco em Fukushima Daiichi.
Os operários da companhia conseguiram fechar as válvulas do encanamento, o que deteve o vazamento, aproximadamente uma hora depois, detalhou a “NHK”.
A operadora de Fukushima confirmou que estima que uma parte significativa das 12 toneladas de água contaminada com estrôncio altamente radioativo tenha vazado ao Oceano Pacífico através de uma fundação de drenagem que comunica a central com o mar.
Além disso, em 26 de março, a Tepco informara também de um vazamento no sistema de circulação de água dos reatores 1, 2 e 3 da central, o que despejou 80 litros de água contaminada com estrôncio no oceano. (Fonte: G1)

Peixes apresentam doença dois anos depois de vazamento no Golfo do México

Peixes apresentam doença dois anos depois de vazamento no Golfo do México

Mesmo dois anos após o vazamento de petróleo no Golfo do México, pescadores encontraram marcas de ferimentos em peixes da região. As feridas são sinais de doenças ligadas à poluição. De acordo com cientistas, estas doenças não significam um risco a humanos, mas podem estar devastando espécies de peixes e as pessoas que vivem da pesca na região.
Análises recentes mostraram a presença de petróleo na bile de peixes capturados em agosto de 2011, um ano após o acidente na plataforma. “Bile informa qual foi a última refeição do peixe”, disse Steve Murawski, biólogo marinho da Universidade do Sul da Flórida. “Havia ainda em agosto do ano passado uma fonte de petróleo onde alguns animais se alimentavam”, disse.
A bile de peixes como o vermelho cioba, cherne galha amarela e outras espécies que habitam o golfo tinham, em média, 125 partes por milhão de naftaleno, um composto encontrado no petróleo cru. Cientistas esperam não encontrar quase nada da toxina em peixes capturados no mar aberto.
“Estes níveis são indicativos da poluição em estuários urbanos”, disse.
No verão passado, uma equipe de pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida fez o que foi considerado o mais extenso estudo sobre a doença dos peixes nas águas do Golfo. Os pesquisadores capturaram 4 mil peixes entre julho e agosto em região que abrange a costa da Florida e a Lousiana.
Cerca de 3% dos peixes capturados apresentavam feridas profundas, ulceras e parasitas como sintomas da contaminação ambiental. O número de peixes doentes cresceu não apenas quando os cientistas os capturavam mais para o oeste. De acordo com Murawski, estudos anteriores mostravam apenas 1% dos peixes sofriam de doenças. (Fonte: Portal iG)

“Não estão bem informados”, diz ministra sobre críticos à Rio+20

“Não estão bem informados”, diz ministra sobre críticos à Rio+20

A ministra Izabella Teixeira refutou nesta quinta-feira (19) a visão de que o meio ambiente não será o tema central na Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável que acontece em junho no Rio de Janeiro.
No mês passado, cientistas ligados à área ambiental do mundo todo lançaram um manifesto, assinado por 3.000 pessoas, pedindo mais atenção às questões ambientais no evento.
“Nós teremos diálogos (…) que vão da [questão] da pobreza a florestas, passando por cidades sustentáveis, passando por energia, fronteiras energéticas, passando por água (…). Falar que não tem tema ambiental na conferência…Talvez sejam pessoas que não estão tão bem informadas sobre os assuntos”, afirmou Teixeira, durante um evento no Palácio do Planalto.
Em entrevista à Folha, no mês passado, o embaixador e ex-ministro do Meio Ambiente (1993-1994) Rubens Ricupero afirmou que o governo brasileiro, ao lado das Nações Unidas, vem diluindo a agenda da conferência. “Se você faz uma agenda modesta, está dando argumentos para que o pessoal não venha”, disse na ocasião.
A ministra do meio ambiente, no entanto, alegou que os diversos temas que serão tratados no encontro terão como pano de fundo a questão ambiental.
“O alto nível estará dialogando diretamente com os relatórios das mesas dos diálogos sustentáveis. Tem a água, florestas, padrão de consumo sustentável, energia renovável, produção de alimentos, erradicação da pobreza…Meu deus, isso não é meio ambiente? Então vocês me digam o que é meio ambiente”, afirmou. (Fonte: Flávia Foreque/ Folha.com)

GLOBO REPÓRTE PASSOS PARA UM CORAÇÃO SAUDÁVEL


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Técnico em Meio Ambiente

Objetivo:
Capacitar o aluno a reconhecer as relações existentes entre os elementos dos meios físico, natural e sócio-cultural, utilizando tecnologias adequadas ao trato das questões ambientais, em consonância com a legislação pertinente.
Durante o curso, o aluno tem contato com as competências necessárias ao exercício da profissão, definidas a partir da análise do processo de trabalho do segmento, contemplando as novas tendências culturais e mercadológicas e privilegiando a busca pela qualidade de vida, individual e coletiva.

Assim, o curso capacita profissionais para:
• Reconhecer-se como profissional do Meio Ambiente que interage em um sistema complexo com diversos cenários e atores, respaldando sua ação nos princípios da sustentabilidade e da responsabilidade socioambiental.
• Elaborar, desenvolver/promover e avaliar ações educacionais com visão sistêmica dos processos, aspectos e impactos ambientais, disseminando uma cultura de conservação, prevenção e recuperação dos recursos naturais de acordo com suas peculiaridades, com base em aspectos legais e técnicos, adotando estratégias e recursos específicos.
• Propor e executar ações para a gestão e o gerenciamento dos recursos naturais, com base na análise de aspectos e impactos, correlacionando características físicas, químicas e biológicas, de modo a promover a sustentabilidade ambiental, social, cultural e econômica.
• Propor e executar ações para a gestão e o gerenciamento de resíduos com base na análise e diagnóstico de aspectos e impactos, nas normas e legislação pertinentes, no dimensionamento e adequação de tecnologias mais limpas, visando prevenir, minimizar e mitigar os problemas ambientais.
• Monitorar ações de fiscalização ambiental relacionadas com o desequilíbrio decorrente da exploração excessiva dos recursos naturais e da energia, empregando técnicas, normas e legislação pertinentes.
• Colaborar na elaboração e análise de laudos, relatórios e estudos ambientais, com base em procedimentos técnicos e parâmetros legais.
• Participar da elaboração, implantação e implementação dos procedimentos e requisitos do sistema de gestão integrada, segundo as normas técnicas vigentes, de modo a contribuir na adequação dos processos de produção de bens e serviços.
• Gerir um negócio com visão sistêmica, mobilizando e articulando conceitos e princípios de empreendedorismo, e habilidades na definição de estratégias que contribuam para a sustentabilidade do empreendimento.

Diferenciais:
O curso Técnico em Meio Ambiente do Senac dá direito ao credenciamento no CRQ (Conselho Regional de Química).

(Carga horária mínima: 1.200)

Algumas Informações sobre Disposição de Pilhas e Baterias

Algumas Informações sobre Disposição de Pilhas e Baterias

O Brasil produz cerca de 800 milhões de pilhas comuns por ano, o que representa seis unidades descartadas por habitante.

Trata-se de um assunto muito delicado e pouco discutido. A produção brasileira está passando por uma intensa fase de transformação. Essas mudanças estão relacionadas com as tendências atuais de crescente urbanização, aceleração na comunicação e reestruturação das empresas cada vez mais preocupadas em maximizar a competitividade comercial. O mais notável desse processo tem sido as mudanças ocorridas em relação à descentralização das atividades industriais.

As indústrias mais antigas, que continuam contribuindo com a maior parcela da carga poluidora gerada e elevado risco de acidentes ambientais sendo, portanto, necessário altos investimentos de controle ambiental e custos de despoluição para controlar a emissão de poluentes, do lançamento de efluentes e do depósito irregular. As indústrias tradicionalmente responsáveis pela maior produção de resíduos perigosos são as metalúrgicas, as indústrias de equipamentos eletro-eletrônicos, as fundições, a indústria química e a indústria de couro e borracha. O lançamento dos resíduos industriais perigosos em lixões, nas margens das estradas ou em terrenos baldios o que compromete a qualidade ambiental e de vida da população.

O Brasil produz cerca de 800 milhões de pilhas comuns por ano, o que representa seis unidades por habitante. Energia que circula no Brasil:
  • 10 milhões de baterias de celular.
  • 12 mihões de baterias automotivas.
  • 200 mil baterias industriais.

Dependendo do material pilhas e baterias podem ou não serem jogadas em lixo doméstico. Há 3 tipos de baterias: as que têm chumbo-ácido, níquel-cádmio e óxido de mércurio, são estas que devem ser recolhidas pelas lojas que as comercializam. As de chumbo-ácido são usadas em processos industriais (são grandes baterias) e nos automóveis (ventiladas). Há ainda modelos de câmeras filmadoras que utilizam bateria selada com esse componente, além de aparelhos elétricos, de telefonia, geradores e luzes de emergência. As que contém níquel-cádmio também são usadas em processos industriais e foram empregadas nos primeiros modelos de telefone celular. Hoje são ultrapassadas, mas telefones sem fio ainda as utilizam.


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As pilhas secas: zinco-manganês e alcalina-manganês, as mais consumidas para uso doméstico, seus fabricantes: Duracell, Eveready, Kodak, Microlite (Rayovac), Panasonic e Philips, têm operado nos limites estabelecidos pelo artigo 6º da Resolução 257. Podem ir ao lixo doméstico, além desses tipos de pilhas, estão as baterias de níquel-metal-hidreto, de lítio tipo botão e miniatura, lítio-íon e zinco-ar. "O próprio avanço da tecnologia, de conseguir baixar os índices de mércurio, desestimulou iniciativas consistentes de reciclagem de pilhas", como afirma José Arnaldo Gomes, da Dirtoria de Controle Ambiental da CETESB. No Brasil uma empresa chamada SUZAQUIM anuncia que detém um processo para reciclagem de baterias de Ni-Cd. Na Escola Politécnica desenvolve-se estudos há mais de 3 anos sobre reciclagem de pilhas e baterias.

No Brasil, a cada ano são desperdiçados R$ 4,6 bilhões porque não se recicla tudo o que poderia. A cidade de São Paulo produz mais de 12.000 toneladas de lixo por dia, com este lixo, em uma semana dá para encher um estádio para 80.000 pessoas. Deve-se lembrar que uma só a pilha contamina o solo durante 50 anos. As pilhas incorporam metais pesados tóxicos.

Segue abaixo algumas perguntas feitas à Panasonic:

1. A Panasonic está respeitando a Resolução do CONAMA 257, sobre pilhas e baterias?

R.:A PANASONIC está atendendo ao disposto na Resolução CONAMA, art. 6º. Mais ainda, não está mais produzindo pilhas contendo cádmio e mercúrio e a quantidade de chumbo está bem abaixo dos índices previstos no referido artigo.


2. Por que a Panasonic possui pontos de coleta de pilhas se está de acordo com a resolução?

R.: A Panasonic possui pontos de coleta para as baterias que necessitam serem devolvidas, ou seja, baterias de telefone sem fio, de filmadoras, ou outro tipo qualquer (normalmente as baterias recarregáveis), que possuem esta recomendação na embalagem.


3. Os postos de coleta Panasonic recolhem apenas pilhas de sua marca?

R.: A Panasonic é obrigada a recolher apenas as baterias de sua marca.


4. De acordo com esta resolução as empresas após um ano a partir da vigência desta mesma resolução do CONAMA, deve constar de forma visível as advertências sobre os riscos à saúde humana e ao meio ambiente, assim como serem devolvidos aos revendedores para que repassem aos fabricantes em matérias publicitárias ou embalagens, mas isso não está sendo feito. O órgão SISNAMA está realmente fiscalizando o cumprimento desta resolução?

R.:Com relação à colocação na embalagem de advertências sobre os riscos à saúde humana e ao meio ambiente, esta advertência deve ser colocada naquele produto que possui esse risco, não é o caso das pilhas que não são coletadas por estarem de acordo com o previsto no artigo 6º da Resolução. Com relação à fiscalização, o IBAMA tomou para si esta incumbência e os fabricantes são obrigados a informar ao IBAMA sobre o andamento do cumprimento da Resolução.
Luana M. Abreu

A farra dos sacos plásticos

A farra dos sacos plásticos

O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora.

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O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha, que quando ele não está disponível, costumamos reagir com reclamações indignadas.

Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico. Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa. A caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez. Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem.

A plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções. Feitos de resina sintética originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza. Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural.

No Complexo do Alemão, plásticos não biodegradáveis se juntam ao lixo nas ruas.

No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD). No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água - retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis - e dificultam a compactação dos detritos.

Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil, já justificou mudanças importantes na legislação - e na cultura - de vários países europeus. Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania. Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade.

A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários? Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de anti-ecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha.

Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha, e mochilas. Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis. Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartados. Com um detalhe interessante: se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para microorganismos encontrados na natureza.

Mau exemplo: lixão em SP recebe 250 toneladas por dia.

Não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza. O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente) e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular.

(...)

É preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos. Há muitos interesses em jogo. Qual é o seu?

O jornalista André Trigueiro é redator e apresentador do Jornal das Dez, da Globonews, desde 1996. Na Rádio Viva Rio AM (1180 kwz ), Trigueiro apresenta o programa Conexão Verde, de segunda a sexta. Nele, aborda temas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. O jornalista é pós-graduado em Meio Ambiente pela MEB COPPE/UFRJ (2001).
Por André Trigueiro

Programas de boa qualidade para os alunos que cursam meio ambiente.

Um programa importante de ser visto Globo Mar

GRANDE PROGRAMA DA GLOBO QUE TRATA AS QUESTÕES AMBIENTAIS MOSTRANDO AS BELEZAS QUE SÓ A NATUREZA NOS DÁ.

domingo, 8 de abril de 2012

A força que vem da natureza

A semana santa trouxe uma renovação intelectual e espiritual em minha vida,estive em Carolina no sul do estado do Maranhão.Conhecendo as belezas naturais do local e ficando maravilhado com o projeto de eco turismo no santuario ecoloagico de pedra caída,visualizando a interação do homem com a natureza.  


Excursão para Carolina em Pedra Caída

Paraíso das Águas

Carolina é um município brasileiro do estado do Maranhão. Sua população estimada em 2004 era de 23.645 habitantes. Carolina é o ponto de apoio para a visita ao Parque Nacional da Chapada das Mesas, onde se localizam diversas quedas d'água: Pedra Caída, Cachoeira de Itapecuru, de São Romão, do Prata, e outras. Cidade de Carolina, nome em homenagem à princesa Leopoldina, esposa de D. Pedro I.

Fundação: 08 de julho de 1859
Gentílico: Carolinense
Mesoregião: Sul Maranhense
Microregião de Porto Franco
Sudoeste do Maranhão.
Coordenadas: Latitude Sul de 7º19'51" e longitude W de 47°28'10"
Extensão: 6.442 km²
Altitude Média: 148 m acima do mar
Clima: Tropical. Estação seca e chuvosa bem definidas
Solo: Predominantes são arenoso e argiloso (chapadas), que produzem uma vegetação típica de cerrado, com diversas formações geomorfolágicas de grandes platôs em meio a vegetação característica do cerrado brasileiro.