sábado, 19 de janeiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
A
BIOWORLD SERVICE, foi criada no ano de 2010,primeiramente desenvolvendo cursos
de capacitação extensiva para técnicos nas áreas de meio ambiente, saúde e
segurança no trabalho e mineração. No ano de 2011 a empresa parte para a gestão
de analise de dados e procedimentos técnicos na área de empresa VALE, com o
intuito de melhorar o desempenho ambiental da empresa contratada. Atuando
diretamente na área da mina de cobre e ferro com serviço de acompanhamento
técnico e descrição de serviço de analise ambiente e recuperação de áreas
degradadas, apurados dados sistêmicos e convertendo em curso de melhoria
continua no interior do processo.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
domingo, 18 de novembro de 2012
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
O novo Mercado de Trabalho no Brasil
Curso Técnico em Biocombustíveis
O profissional em Biocombustíveis geralmente é habilitado para trabalhar no processamento de biocombustíveis sólidos, líquidos e gasosos, acompanhando desde a aquisição e beneficiamento da matéria-prima até sua comercialização e distribuição, ainda realiza o processamento de óleos vegetais, transformando-os em biocombustíveis líquidos, também na produção de biocombustíveis sólidos com a utilização de produtos oriundos de florestas energéticas. Trabalha os resíduos agropecuários, intencionado a obter sua transformação em biocombustíveis gasosos.Temas a serem abordados na formação:
- Química
- Bioquímica
- Microbiologia
- Cultivo de oleaginosas e cana-de-açúcar
- Controle de qualidade
- Produção de biocombustíveis
- Gestão dos resíduos
- Biotecnologia
- Associativismo
Curso Técnico em Açúcar e Álcool
Um técnico em Açúcar e Álcool tem por suas funções, dentre varias outras, comandar e trabalhar no controle, supervisão e operações dos processos tecnológicos da produção de açúcar e álcool e subprodutos, sempre atento a responsabilidade ambiental, além de fazer análises físico-químicas e microbiológicas de matérias-primas e produtos dos processos de industrialização da cana-de-açúcar e forma equipe multidisciplinar nas fases de colheita, transporte, moagem, industrialização e distribuição do açúcar e álcool.Temas a serem abordados na formação:
- Cana-de-açúcar e derivados
- Processos de fabricação de açúcar
- Álcool e derivados
- Microbiologia
- Biotecnologia e biosegurança
- Gestão dos resíduos
Curso Técnico em Petróleo e Gás
Ao se formar em Técnico em Petróleo e Gás o profissional se responsabiliza por conduzir e comandar máquinas e equipamentos na produção de petróleo e gás natural, também por instruir e trabalhar na programação, planejamento e realização da manutenção de máquinas e equipamentos. Escolhe as propriedades e grandezas dimensionais de rochas, fluidos e materiais para a indústria do petróleo e gás natural. Enfim é responsável pelo controle dos efeitos ambientais das operações efetuadas.Temas a serem abordados na formação:
- Processos industriais, materiais, máquinas e instalações da indústria do petróleo e gás
- Técnicas de inspeção
- Geologia
- Extração do petróleo e gás
- Análises laboratoriais de rocha e fluidos
Ações da Vale seguem rumo a resistência em R$ 44
Rafael Palmeiras (rpalmeiras@brasileconomico.com.br)24/02/12 10:32
A análise do papel mostra uma figura de bandeira, em que ocorre uma correção saudável após uma impulsão de alta
Comunidade
Papéis preferenciais da mineradora apresentaram alta de quase 2% na quinta-feira.
E esse desempenho segundo Leandro Martins, da Walpires Corretora, pode fazer com que a empresa rompa a resistência (ponto que, se superado, indica a possibilidade de continuidade de movimento de alta da ação) em breve.
"Acredito que na próxima semana, caso o mercado ajude, os papéis consigam atingir a resistência em R$ 44."
De acordo com o analista-chefe, se houver o rompimento, os papéis seguem rumo ao objetivo de médio/longo prazo em R$ 50.
Caso isso não ocorra, Martins alerta para o ponto de suporte (patamar que, se perdido, aponta para uma chance de queda em sequência) em R$ 41,50, que também aparece como ponto de stop.
Segundo ele, a análise do papel mostra uma figura de bandeira, em que ocorre uma correção saudável após uma impulsão de alta.
Recentemente, a Vale comunicou ao mercado que registrou lucro líquido recorde em 2011, ao totalizar US$ 22,885 bilhões, equivalente a US$ 4,36 por ação.
Ainda no período, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em US$ 33,759 bilhões.
Para este ano, a expectativa de investimento da mineradora é de R$ 21,4 bilhões, tendo como foco a implementação de diversos projetos. No ano, os papéis registram ganhos de 13,17%.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Para as pessoas que vivem invejando as coisas que os outros fazem
O medo é algo que os fracos se escondem para tomar decisões que podem beneficiar uma comunidade inteira, os fracos se escondem e transfigura os seus constrangimentos em um só fundamento, a falta de competência para administrar um turbilhão de frustrações cotidianas.
Os sábios e guerreiros nascem de berço, com suas opiniões formadas e fundamentadas em um só principio o de vencer na vida e realizar seus projetos pedindo somente a ajuda de Deus e dá espiritualidade, não rendendo glorias e congratulações a ninguém neste mundo.
O grupo de pessoas que não enfrentam suas frustrações e não se esforçam para conseguir sair do patamar de incompetência, estagnam e depreciam se na inertialização do seu próprio eu, ficando refém perante colônias de humanos detentores do poder sujo e turvos, escolhidos por uma sociedade sem perspectiva alguma em busca de um mero salário.
Nós os lutadores e vencedores, não nós consideramos os melhores, só usamos a inteligência que Deus nos deu, sem atropelar fatos e pessoas, para assumir prefácios de detentores do poder, pois o poder vem do céu, e é designado pelo um ser maior do que todas as coisas.
Por isso as atitudes que estes sem palavras próprias ou ainda sem vida própria tomam é baseada em patamares fictícios de poder de órgãos, pessoas influentes, que ao passar do tempo não se lembraram do seu passado de insensatez, conectando repetidamente a falta de argumentos que não sustentaram seus preceitos e dogmas em qualquer lugar dentro do planeta terra.
A evolução da raça humana tornou impar a perseguição dos sábios e pessoas capazes de realizarem-se de forma simplória, destacando seus conhecimentos e ações junto aos mais necessitados, despertando em corações inertes o sentimento de inveja, realizando a desorientação dos fracos e incompetentes pelo simples fato de saber mais e desenvolver ações de profundo impacto vibracional e material em uma sociedade escrava e hipócrita paradoxal.
Deixou um alerta aos que estão neste patamar, só a uma saída para desistatizar suas frustrações e incompetência, a resposta é simples, peça ajuda a raça dos verdadeiros vencedores e lutadores do bem, tomando aptidões de decidir por si mesmo e deixando de se enraizar em pensamentos amarados e carregados de hipocrisia, parasitismo, carregado de efeitos manipuladores que escravizam serviçais para sua própria gloria e alteio do seu ego inferior e com uma profunda ferida esculpida no interior de sua alma a falta de competência.
Professor formador de opinião André Luiz da Silva Cavalcante
terça-feira, 1 de maio de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
“A Bioworld Service Cursos e Treinamentos, vem agradecer a todos os alunos que estão participando do curso de gerenciamento de resíduos sólidos e perigosos do ano de 2012, parabéns por escolher a nossa empresa nesta caminhada rumo as melhores vagas, vocês são os verdadeiros pitbulls do mercado de trabalho .”
Convide seus amigos para fazer parte dessa equipe preparada para os desafios do mercado de trabalho.
terça-feira, 24 de abril de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
Haroldo Palo Jr. mostrou como vivem as ariranhas do Rio Negro, no Pantanal. O mamífero da família das lontras existia no Brasil inteiro, mas hoje está em extinção no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais. Habitantes das águas calmas de rios e lagos, as ariranhas são diurnas e alimentam-se de peixes, aves e ovos, mas também comem cobras e pequenos jacarés. “Cada família vive em um território. Se a outra família invadir este local, ela come os filhotes”, explicou.
Haroldo explicou que, na época, eram quatro ou cinco ariranhas. “O menino deve ter caído porque se debruçou e ele foi mordido”, conta. A ariranha está presente em toda a América do Sul. “Hoje ela está muito ameaçada, porque ela depende da qualidade do rio. Quando o rio está poluído, não há população deste animal”, afirma. Cada ariranha come dezenas de quilos de outros animais por dia.
João Paulo Krajewski apresentou uma incrível viagem em que mostra os gorilas gigantes da África no Domingão Aventura.
O cinegrafista visitou Uganda e Ruanda, na África, para conhecer melhor as rotinas dos primatas. “Os guias acostumam os animais a conviver com os humanos. Todos os dia alguém vem visitar o chimpanzé”, explicou. As primeiras imagens mostraram chimpanzés caçando macacos menores. “O chimpanzé mata o macaco para comer. Em todo o lugar onde esse macaco menor vive, o chimpanzé o caça”, afirmou.
O Gorila da Montanha, considerado um dos maiores primatas do mundo, pesa em média 250kg e tem a força de dez homens juntos. João conseguiu chegar bem perto dele. “Esse gorila é bem maior, a cabeça é mais comprida e as costas são prateadas. Isso denota as características mais marcantes do macho dominante”, explicou.
O convidado do Domingão também conheceu a maior família de gorilas, com 32 animais e 3 chefes. O macho dominante da tribo, conforme João, fica com 90% das fêmas. “Além disso, o chefe sempre guia o grupo”, disse.
No Parque da Montanha, em Ruanda, eles visitaram a mata em que vive a família dos gorilas. Quando você avista um gorila, explicou João, a pior coisa a se fazer é sair correndo. “Ele pode ir atrás de você e achar que é uma agressão. Eles são tranquilos, não podemos ter medo”, sugeriu.
A maior parte do tempo, os gorilas ficam comendo. Diferente dos chimpanzés, eles não comem macacos. “Eles comem só plantas e não bebem água. Os gorilas comem e dormem o dia todo”, brincou. João lembrou que esses gorilas estão ameaçados de extinção, só restando apenas 800 dessa espécie.
João conseguiu gravar imagens raríssimas de filhotes de gorilas com apenas três semanas de idade. “Ele mal abria o olho, e a mãe ficava o tempo todo por perto. Ele é totalmente dependente”, falou. A mãe chega a ficar até 5 anos cuidados dos seus filhos. Com o tempo, ele aprendem os gestos e o que precisam comer. “Mais tarde, ele pode chegar a ser o líder do grupo”.
Entretanto, João alertou sobre os cuidados que se deve ter ao visitar os gorilas. “Não pode mexer com a gorila fêmea nem com os filhotes, porque o macho fica muito bravo”.
* Esta reportagem contou com o apoio do Rwanda Development Board.
O cinegrafista visitou Uganda e Ruanda, na África, para conhecer melhor as rotinas dos primatas. “Os guias acostumam os animais a conviver com os humanos. Todos os dia alguém vem visitar o chimpanzé”, explicou. As primeiras imagens mostraram chimpanzés caçando macacos menores. “O chimpanzé mata o macaco para comer. Em todo o lugar onde esse macaco menor vive, o chimpanzé o caça”, afirmou.
João apontou que o chimpanzé macho é o que manda na hora da caça: “A carne é dele. Às vezes ele divide com uma fêmea, mas não todas”. O pesquisador acrescentou que o chimpanzé é muito rápido e vive em grupos. Uma curiosidade é o mel, que é sua principal alimentação na selva. O biólogo falou, também, sobre a convivência entre eles: “Às vezes brigam, mas há demonstrações de amizade”, destacou.
Já no Parque de Kibale, em Uganda, a equipe de Krajewski passou o dia inteiro gravando as imagens. “Consegui chegar perto na hora do lanche. Somente aí eles deram uma acalmada”, comentou.O Gorila da Montanha, considerado um dos maiores primatas do mundo, pesa em média 250kg e tem a força de dez homens juntos. João conseguiu chegar bem perto dele. “Esse gorila é bem maior, a cabeça é mais comprida e as costas são prateadas. Isso denota as características mais marcantes do macho dominante”, explicou.
O convidado do Domingão também conheceu a maior família de gorilas, com 32 animais e 3 chefes. O macho dominante da tribo, conforme João, fica com 90% das fêmas. “Além disso, o chefe sempre guia o grupo”, disse.
No Parque da Montanha, em Ruanda, eles visitaram a mata em que vive a família dos gorilas. Quando você avista um gorila, explicou João, a pior coisa a se fazer é sair correndo. “Ele pode ir atrás de você e achar que é uma agressão. Eles são tranquilos, não podemos ter medo”, sugeriu.
Entretanto, João alertou sobre os cuidados que se deve ter ao visitar os gorilas. “Não pode mexer com a gorila fêmea nem com os filhotes, porque o macho fica muito bravo”.
* Esta reportagem contou com o apoio do Rwanda Development Board.
sábado, 21 de abril de 2012
Leilane Marinho
15 de Abril de 2012
Apelidadas de "oportunistas", tilápias têm alta capacidade de proliferação, compete, e em geral, são melhores sucedidas em ambientes alterados e pobres em recursos alimentares. (foto: Jean Vitule)
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Até agora, isso só é permitido em locais onde essas espécies estão comprovadamente estabelecidas. Segundo os pesquisadores, se ele for aprovado, dessa vez a tilápia poderá ferir o próprio ecossistema aquático, reduzindo a biodiversidade em águas doces. A nova proposta altera a Lei nº 11.959/2009 responsável pela Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca. Ela já tramita em caráter conclusivo na Câmara, podendo ir a plenário nos próximos dias para análise pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para tentar barrar o projeto de Meurer, especialistas organizaram uma petição pública.
Riscos de invasão
“A tilápia e a carpa estão entre as 100 piores espécies invasoras do mundo”, alerta Dilermando Lima, que pesquisa sobre ecologia aquática na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Ele conta que a introdução de espécies é a segunda maior ameaça para a diversidade biológica mundial, ficando atrás somente da destruição de habitats, e o que é mais grave, “invasões aquáticas são praticamente impossíveis de serem controladas”. Os produtores garantem que a técnica em tanque-rede é segura por impedir que os peixes escapem para fora dos locais de criação. Mas os especialistas negam e afirmam que podem ocorrer escapes de peixes.
Especialista em invasões biológicas em ecossistemas aquáticos, Mario Orsi, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), ressalta que o processo de invasão de espécies na natureza acontece com quantidades pequenas de indivíduos e por isso é lento, pode levar milhões de anos. A ação do homem pode impor ou acelerar brutalmente essas transformações. Ele acredita que ao abrir as portas para que peixes-exóticos adentrem as bacias hidrográficas nacionais, o projeto de lei de Meurer pode causar um estrago na qualidade biológica dos rios brasileiros. “Ecossistemas inteiros podem ser modificados pela entrada de espécies não nativas e, inclusive, reduzir a biodiversidade. Nos ambientes aquáticos esses efeitos são potencializados e difíceis de serem detectados no início”, lamenta. Orsi aproveita para lembrar que a nova lei vai contra a Convenção sobre Diversidade Biológica (1992), assinada pelo Brasil, que compromete o país a proibir e coibir a invasão de espécies exóticas.
Para piorar, inicialmente o projeto listava cinco espécies exóticas (de tilápias e carpas) que seriam permitidas, mas, depois de revisões, deixou ao encargo do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) determinar quais peixes serão liberados. “Sabemos que eles querem a tilápia, mas com essa brecha fica ainda mais difícil controlar o que pode entrar nos rios”, diz Fernando Pelicice, do Núcleo de Estudos Ambientais da Universidade Federal do Tocantins (UFT).
Questionado pelo ((o eco)) sobre o projeto, o Ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella não quis se pronunciar, alegando que o projeto de lei está em “fase de tramitação no Congresso Nacional, podendo sofrer alterações”. Crivella apenas ressaltou que o “MPA tem atuado em conjunto com o Ministério de Meio Ambiente (MMA) e os órgãos ambientais estaduais para o desenvolvimento sustentável da atividade aquícola no país”.
Se já tem, pode piorar?
Apelidadas de oportunistas, tilápias têm alta capacidade de proliferação e, em geral, são melhores sucedidas em ambientes com poucos recursos alimentares. Elas também se alimentam de ovos e larvas de peixes nativos e são transmissoras de doenças que podem afetar outras espécies.
Segundo Pelicice, o maior impacto causado pelas tilápias é a eutrofização (diminuição de oxigênio e poluição da água), o que torna o ambiente desfavorável principalmente para as espécies nativas. Ele também explica que no caso das carpas, o maior problema é a biopertubação. “Elas fuçam demais o fundo das represas movimentando os sedimentos”, esclarece.
Mas para Meurer, o estrago já foi feito. “As tilápias já estão estabelecidas na maioria dos rios brasileiros”, afirma. Portanto, conclui, o problema não seria agravado com a liberação que o seu projeto de lei propõe. Mas ele é refutado por Pelicice. Uma pesquisa com 77 reservatórios mostrou que as tilápias foram registradas -- diferente de estarem estabelecidas -- em menos de metade dos locais avaliados, conta o pesquisador.
Há três décadas pesquisando sobre ecologia de peixe, Angelo Agostinho, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), relata que durante 20 anos de amostragem no trecho do rio Paraná (entre os reservatórios de Porto Primavera e Itaipu), tilápias jamais foram capturadas. “Mesmo em Itaipu, onde ela é registrada, não há qualquer evidência de que esteja estabelecida. A introdução de peixes exóticos é uma modalidade de poluição biológica e, como tal, não era de se esperar que novas liberações fossem permitidas, porque o impacto de uma espécie exótica se relaciona à sua abundância”, diz. Agostinho lembra que nos reservatórios de Barra Bonita, Bariri e Furnas as tilápias já são populações consolidadas e, nestes casos, sua criação é aprovada pela legislação brasileira.
| Mais de 85% da produção nacional de peixe é baseada em espécies provindas de outros países e/ou continentes, o que torna o Brasil, proporcionalmente, o maior produtor mundial de espécies não nativas. |
Nelson Meurer contra ataca com o argumento de que a produção de tilápias em tanque-rede não ameaça se espalhar pelos rios brasileiros graças aos seus predadores naturais. “Na região Sul, peixes como o lambari também fazem o controle de tilápias comendo seus ovos", diz. Além disso, o deputado afirma que existem técnicas de criação que controlam os riscos. "Pode-se cultivar peixes ‘assexuados’. Todo mundo sabe disso, não preciso de estudos que comprovem”. Porém, a informação não é exata, peixes são organismos sexuados: são machos ou fêmeas. Fernando Pelicice explica que “existe o fenômeno de reversão sexual, que é a técnica que os criadores empregam para assegurar que todos os peixes tenham o mesmo sexo". Mas afirma que os métodos empregados no Brasil não são totalmente seguros.
Pescado tupiniquim
Mais de 85% da produção nacional de peixe é baseada em espécies provindas de outros países e/ou continentes, o que torna o Brasil, proporcionalmente, o maior produtor mundial de espécies não nativas. Só nos últimos 7 anos (2003-2009) a produção de tilápia dobrou. Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, numa estrutura padrão (tanque-rede de pequeno porte) a produtividade da tilápia pode chegar a 200 toneladas por hectare ao ano. O mesmo cultivo com uma espécie nativa não chega a render metade.
No entanto, o professor do departamento de aquicultura da Universidade de Santa Catarina (USC), Evoy Zaniboni, acredita que, se fomentado com tecnologia adequada, o cultivo de espécies nativas poderia ser mais rentável para o produtor. “Enquanto a tilápia é cultivada em todos os continentes, temos peixes nativos, adaptados as condições ambientais do Brasil e que existem apenas na América do Sul”, lembra Zaniboni. Ele argumenta que peixes nativos teriam um diferencial que poderia levá-los a auferir preços mais altos no mercado. Observa também que, embora a produção de pescado nativo seja ínfima, pesquisas com peixes como o tambaqui e o híbrido produzido do cruzamento entre o pintado (Pseudoplatystoma fasciatum) e o cachara (Pseudoplatystoma reticulatum) revelam que essas espécies poderão garantir uma produção em grande escala no futuro. Mas para isso é preciso incentivo.
Para Jean Vitule, da Universidade Federal do Paraná, “É importante que o princípio da precaução [proibir espécies exóticas] não seja considerado uma barreira para a aquicultura e o setor produtivo, nem motivo de confrontos”. Ao contrário, afirma, “ele pode ser encarado como um estímulo à descoberta de espécies nativas que possam viabilizar cultivos sustentáveis e sem problemas futuros”;
Motivação do PL do Peixe
Meurer conta que o principal motivo que o levou a propor o projeto de lei foi a escassez de peixe nos locais onde foram construídas usinas hidrelétricas. A liberação do cultivo de peixes exóticos em represas uma questão secundária. “Os pescadores ribeirinhos estão sem ter como pescar. O projeto pretende obrigar os empresários a fazerem essa reposição”, diz. Na ementa da proposta, ao estabelecer a obrigação o deputado inclui a carpa e a tilápia.
“Esse é um grande equívoco praticado principalmente por políticos, que se aproveitam do senso comum da população, a qual acredita que soltar peixes em corpo de água só pode ajudar”, diz Pelicice. “É preferível a ausência de manejo a um manejo equivocado e não passível de monitoramento”.
Angelo Agostinho explica que alevinos produzidos em estações de piscicultura para o repovoamento não são submetidos aos processos seletivos do ambiente, contribuindo para a transferência de genes pouco adaptados ao mundo real da natureza. Portanto, não entende como funcionará o “paliativo” sugerido pelo parlamentar, uma vez que o risco de impactar os estoques naturais é grande e a possibilidade de sucesso de peixamento (aumento da quantidade de peixe) pequena. “Se o repovoamento for obrigatório como prevê o projeto de lei, a demanda de alevinos será absurda e serão necessárias muitas e grandes estações de pisciculturas, com os problemas inerentes à aquicultura. Além disso, se as matrizes tiverem parentesco a variabilidade genética dos estoques naturais estará em risco, o que na verdade irá prejudicar o ribeirinho”, adverte.
Cultivo de tilápias em Furnas. (foto: Valter Monteiro)
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Algumas fotos lindas das belezas que Deus criou natureza
Artesã da etnia Guató é remanescente de prática sustentável secular
Corumbá (MS) - Quando se fala em Pantanal, o pensamento traz logo à lembrança jacarés e tuiuiús. Há, porém, um elemento implícito aí, presente ao longo de toda a extensão de 200 mil km2 da planície pantaneira: o aguapé. Ele está onde há água no Pantanal, mas mesmo pouco lembrado, é matéria-prima de um tesouro cultural brasileiro: o artesanato Guató.
O aguapé é uma planta macrófita, cujos aglomerados são conhecidos como camalotes, abundantes na calha do rio Paraguai e seus afluentes, além de baías e corixos da planície pantaneira. Nos cursos d’água, descem flutuando ao gosto da correnteza, espraiando-se pelos rebojos, eliminando impurezas dos mananciais e servindo de refúgio e fonte de alimento para diversas espécies da peixes, répteis, crustáceos e anfíbios.
Na canoa, ela seleciona cuidadosamente cada caule de uma rama de aguapé que tira do rio e não extrai mais que três talos da mesma planta, com as mãos, sem utilizar quaisquer ferramentas: “Senão a planta morre”, diz ela. Aos poucos, vão se formando vários maços de caules que mais tarde serão transformados em tapetes, bolsas, cintos, colares, pulseiras, brincos, chapéus, esteiras e abanicos, esses últimos típicos dos Guató. “Tem que cuidar com cobra, além da sucuri tem a boca-de-sapo. Fica escondida no aguapé, enroladinha. Minha mãe morreu picada de cobra. Quando for assim não pode levar susto, senão morre mais rápido”, conta ela.
Lembranças
A idade já começa a incomodar a cada saída de canoa, alugada por R$ 15,00 no Porto Geral de Corumbá. Mas ela gosta, diz que se sente renovada a cada saída, pois a prática a remete à infância na Ilha Ínsua, onde nasceu e passou boa parte de sua vida. É lá que fica a Aldeia Uberaba, em local também conhecida como Fazenda Bela Vista do Norte, ou Porto Índio, ambiente inóspito, cercado de água entre Bolívia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com uma visão esplêndida da Serra do Amolar, bloco rochoso de formação pré-andina que exerce papel fundamental nos pulsos de inundação do Pantanal e refugia espécies da biodiversidade sob risco de extinção.
Após a coleta, Catarina encara uma ladeira íngreme, passando pelo casario do porto de Corumbá, bicentenária cidade, localizada à margem esquerda do rio Paraguai. Outrora fora um dos três mais importantes portos fluviais do mundo por ser fornecedor de charque, plumas, peles de animais silvestres e matérias-primas, como o tanino, para a indústria europeia. Afinal, em uma época em que não havia estradas, Corumbá era a melhor opção para se chegar a Asunción, Buenos Aires e Rio de Janeiro.
É na Casa do Artesão de Corumbá, antiga cadeia pública do município, hoje local de visitação de turistas, onde Catarina e outros artesãos mantêm suas oficinas, em espaços cedidos pela Prefeitura. Após descarregar o fardo de aguapés coletados, ela relata sobre suas origens:
- Nasci Catarina Ramos da Silva, mas lá (na Terra Indígena Guató) me chamam de Catí. A situação lá é bem mais simples do que as pessoas tão acostumadas na cidade, mas como a gente era nascido e criado lá, a gente acostuma, gosta, sempre tem uma recordação. Era uma situação boa, vivia da caça e da pesca, comia capivara, passarinho, queixada. Já nascia com a habilidade da canoa. Vai nascendo e aprendendo a lidar com a canoa. Já andei em canoa que só cabia eu.
E relembra a família, com tom de voz e olhar baixos:
- quando criança, ajudava os pais a pescar, caçar e trabalhar na roça, como prática de subsistência.
Catarina vai contando sobre sua vida naquela remota ilha:
- Antes só passava barquinho pequeno, depois começou passar esses grandes, boiadeiros, mas tinha época que passava aquelas lanchas a vapor, então eu tirava lenha pra vender pra eles. Lá era difícil açúcar, sabão, essas coisas... Então tinha que trabalhar pra comprar. Quando estava lá, o pessoal da cidade sempre tratava bem, a gente que era medrosa. Tinha medo de gente de fora. Chegava gente, escondia.
Tradicionalmente sustentável
Em seu “ateliê” não há luxo: a sala tem pouca iluminação e paredes com manchas causadas por infiltrações. No pátio, os maços da matéria-prima vão sendo pendurados em varais para o processo natural de secagem. Na confecção de seus produtos, a preferência de Catarina é pelo aguapé de caule comprido, ou o “aguapé dourado” encontrado rio acima, longe das impurezas da cidade. Há também algumas peculiaridades sobre o modo de produção original. A tradição oral diz que o caule deve ser coletado em lua minguante, mas hoje em dia, por ser sua fonte geradora de renda, qualquer lua é válida.
Outras tradições ela faz questão de manter: “Não é qualquer aguapé, não, tem que tirar talo por talo. Tem gente que eu ensinei que tira com faca, mas não faço isso porque machuca a planta, mata o pé se cortar tudo. Não deve matar a natureza. Pode utilizar, mas tem que preservar. Tira o que você vai usar, mas deixa ele vivo. O que não vai servir deixa no rio.”
Após a secagem, aí sim, com uma faca, são feitas tiras no sentido do comprimento da fibra, dando preferência às mais finas. Assim, junta-se três tiras, sendo duas pontas (a parte superior do caule onde começam as folhas) e um “pé” (base do caule que se interliga com a raiz) para começar o trançado.
Ao acabar o comprimento, insere-se mais uma tira, de forma a manter a espessura da trança, tendo cuidado ao apará-la e já deixando-a pronta para encaixar outras duas fibras, sempre dando preferência aos talos mais finos. Na medida em que o trançado vai aumentando, a artesã, sentada e descalça, prende a trança entre o dedão do pé e o segundo dedo, de forma que o emaranhado de fibras fique esticado horizontalmente.
A atividade laboral de Catarina é minuciosa e exige paciência. Para se ter uma noção, são necessários cerca de 50 metros de tiras de fibra de aguapé para confeccionar um tapete de 1,2 metros. O único material industrializado que ela utiliza é a linha para costurar as tramas que dão formas aos objetos.
História sofrida
A simpática anciã revela que casou-se jovem: “O pessoal foi mudando da ilha e viemos pra cá [Corumbá]. Ele [o marido] pegou serviço de empreitada, ficou em contato com o pessoal da cidade, aí desandou.” O casamento se arruinou, o ex-marido faleceu e ela teve de dar conta dos cinco filhos com ajuda de Josefina, sua ex-sogra. “Foi aí que comecei a trabalhar com aguapé, porque minha sogra já morava aqui e era a melhor opção pra ganhar dinheiro. Quando aprendi, eu tava numa pior. Criei meus filhos sozinha e minha vida com homem foi uma decepção. Nunca mais casei. Fiquei muito magoada. Trabalhava como cozinheira em uma empresa. Depois meus filhos casaram, cada um tem a sua vida. Mas sempre minha sogra me dando força, dizendo que eu não podia desistir, que sem fé em Deus não vamos a lugar nenhum.”
Catarina afirma que tira seu sustento do artesanato, além da aposentadoria, mas que não é fácil: “As pessoas acham que o material feito de aguapé deve ser barato porque é tirado aí no rio, mas é duro. Tem de levantar cedo, depois pega o sol quente, tira, traz, coloca no sol pra secar por cinco dias, cuidando, tirando do varal, pondo no chão, secando... Trança tudo pra depois costurar. Tudo na mão. Nunca fiz na máquina. A não ser que peçam. Um desses tapetes custa R$ 400 a R$ 500. É muito trabalhoso e usa muita planta.” As bolsas, famosas pela resistência, são chamadas de "legítimas ecobags do Pantanal" pelas clientes e já fazem sucesso na cidade.
As formas, segundo ela, são inspiradas nas folhas do aguapé e nas ondas que vento e barcos formam no rio.
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